O tempo vai, a noite cai…Nem lembro mais o que tinha no almoço ontem de noite. Não seria jantar? Pois é, a gente troca coisas de lugar, esquece o nome de alguém, perde o troco…
Como é fácil nos apegarmos a boa fama e a reputação, como se fosse o maior bem pra adquirir. Quem lembra do último ganhador de melhor ator no Oscar? Ou o penúltimo? O primeiro?…Tá bom, deu branco!
Sim, tem pessoas que a gente não esquece e dificilmente sairão da memória, a não ser quem nasceu em alguma época depois e só restou saber pelas histórias, pelos vídeos, pelos livros e etc.
Muitas vezes não fazemos isso ou aquilo outro com medo de estragar a imagem, rachar o vidro. Parece que temos que deixar um legado direito, uma qualidade de ouro, como alguém quase perfeito. Eu digo que quanto mais deixarmos as pessoas nos conhecerem, melhor será. Saberão que sou do bem, mas que também chuto o balde, que grito, que não sou tão mansinho. Conhecerão o fulano(a).
Ah! que pena, não lembraram de mim…Que droga, preciso ser lembrado daqui a quarenta anos, preciso ser, preciso. Pff! Esqueça essa farinha com água. Esqueça as fórmulas de ser perfeito(a). Esqueça os métodos repetitivos pra ser outra pessoa. Já falei aqui antes, sinceridade é o que há. Sinceridade é o esquema, o negócio, o lance…Perfeição? NÃO! Sinceridade de coração.
Alguém lembra da atriz Anna Chlumsky? Eu estava em um site sobre cinema(bah sô apaixonado por cinema) e encontrei uma matéria que deu luz a esse post. Eu nem LEMBRAVA mais daquele filme de sessão da tarde, “Meu Primeiro Amor” (1991), muito menos da atriz que interpretou ao lado do Macaulay Culkin (“Esqueceram de Mim”). Não lembrei de nada por vários motivos, alguns deles: Não passou mais na sessão da tarde; O Macaulay Culkin sumiu do mapa e só lembro de ‘Esqueceram de mim’. A tal Anna muito menos pra lembrar, não sabia nem o nome dela, e não fez mais filmes por um bom tempo.
Como eu disse, o tempo vai, a noite cai…E nos rápidos segundos de vida, fazemos tantas coisas pra ganhar uma pompa que no fundo, no fundo, bem no fundo, é pura vaidade e anos depois poucos lembrarão, de repente ninguém.
Vivamos intensamente sem a preocupação: Minha reputação tá bem vestida hoje? Bem maquiada? LixôôôÔ, vai pro lixo, dona! Não tô falando da Anna, ela não merece ir pro lixo.
